sexta-feira, 18 de abril de 2014

O que tem de errado com a série Final Fantasy?


Mais com cara de lamento do que celebração, "Lightning Returns: Final Fantasy XIII" encerrou no último mês de fevereiro o arco de histórias da heroína Lightning.

E não só isso: marca também o insosso desfecho do projeto Fabula Nova Crystallis, selo praticamente abandonado pela Square Enix que simbolizava o universo no qual acontecem os jogos de "FF XIII".

Porém, com uma trilogia de títulos extremamente contestada, um título portátil que por enquanto só saiu no Oriente e outro que acabou virando "Final Fantasy XV", é de se questionar o trabalho da Square Enix com sua franquia mais famosa.

Final Fantasy XIII foi anunciado e muito aguardado, ainda com a exclusividade para PS3, vindo a tona o que foi prometido, vir com o Fabula Nova Crystallis que permitia muitos jogos em ambientes de alta definição. Quando Final Fantasy XIII estava em produção o produtor Yoshinori Kitase alegou que os jogos da série FF são uma completa vitrine, porque representa bem o estado da Square Enix.

O que ajuda a entender parte do problema: em um aparente estado de inércia, a Square Enix continuou com "FF XIII" a apostar em tudo que até então havia funcionado, especialmente gráficos elaborados e enredos rocambolescos.

Contudo, dois fatores impediram a mesma estratégia de continuar funcionando. Em primeiro lugar, os gráficos em alta definição de "FF XIII" consumiram muito mais tempo - e consequentemente, dinheiro - do que os visuais dos jogos anteriores.

Além disso, à época as produtoras ocidentais já estavam botando as asinhas pra fora e lançando RPGs extremamente competentes para consoles. Verdade seja dita, no mundo dos computadores a história era outra, com séries europeias e americanas dominando, mas até então os consoles eram reino quase único dos JRPGs.

"Elder Scrolls: Oblivion" pavimentou o caminho para o sucesso de "Skyrim", enquanto "Mass Effect" e "Dragon Age" lideraram as investidas de outros bons RPGs ocidentais.

Incorporando elementos de jogos de ação e oferecendo muita liberdade de criação e exploração em contraste aos enredos 'sobre trilhos' dos JRPGs, logo conquistaram uma grande fatia do mercado.


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